E lá se vai mais um dia. Como cheguei até aqui, meu Deus?! Esses últimos dois anos foram desafiadores. Hoje me peguei lembrando do dia em que nasceu minha filha.
Era por volta das 21h, estávamos no clima da preparação do jantar. Não me recordo bem o que fazia no momento mas senti um escorrer entre minhas pernas. Eu já passava das 39 semanas. Calma que sou, fui à casa de banho conferir o que era. Não tive dúvidas, era a bolsa que havia estourado. Permaneci calma e chamei minha tia, relatei a ela a situação e acho que ela ficou mais agitada que eu.
Ainda não sentia dores das contrações. Tomei meu banho e tratei de ajeitar as coisas que seriam levadas para o hospital. Tudo tranquilo até então. Jantamos. Abracei meu marido, a partir daquele dia já não seríamos os mesmos. Nossos tios nos levaram e ficamos lá. Ele, eu e nossa filha por nascer. Confesso que agora, relatando isso, meus olhos se enchem. Eu não poderia ter escolhido pai melhor para a filha que Deus nos daria. E tampouco imaginaria o cuidado que ele teria com nós duas.
Estávamos longe dos nossos pais, irmãos, amigos. Éramos nós dois para receber nossa filha. Cheguei ao hospital umas 22h30 e comecei a ser monitorada por volta das 24h. As contrações já davam sinal. Fui para o quarto e, agora sozinha, o tempo não passava. As dores eram mais fortes. Optei por não tomar analgesia. Quando já estava com a dilatação esperada, meu marido fez-me companhia no quarto de parto. Já era por volta das 4h quando ela nasceu.
Foi rápido meu trabalho de parto. Tudo correu como deveria. Não sei dizer onde, nós mulheres, guardamos essa força que dispensamos nesse momento de dar à luz. E a partir dele também.


Deixe um comentário
Você precisa fazer o login para publicar um comentário.